sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A MINHA PRIMEIRA VEZ” VOLTA AO TEATRO FOLHA


Após tem­po­rada de sucesso em 2013, o espe­tá­culo “A Minha Pri­meira Vez” volta ao Tea­tro Folha no dia 10 de outu­bro com apre­sen­ta­ções às sex­tas e sába­dos às 22h. Sob a dire­ção de Isser Korik, jovens ato­res mer­gu­lham em depoi­men­tos reais de inter­nau­tas sobre a pri­meira expe­ri­ên­cia sexual, tra­zendo situ­a­ções pican­tes, engra­ça­das e emo­ci­o­nan­tes que dei­xam o espec­ta­dor envol­vido do iní­cio ao final do espetáculo.

Ence­nada na Amé­rica, Europa e Ásia, a peça de Ken Daven­port foi mon­tada pela pri­meira vez no Bra­sil, e esteve no Tea­tro Folha, entre janeiro e julho de 2013, antes da turnê naci­o­nal, que incluiu Curi­tiba, San­tos, Cam­pi­nas e São José dos Cam­pos. Foi assis­tida por mais de 20 mil pessoas.

Em 2007, o pro­du­tor ame­ri­cano com­prou os direi­tos da página myfirsttime.com, com 40 mil depoi­men­tos na época, e trans­for­mou seu con­teúdo em um espe­tá­culo de sucesso. O expe­ri­ente Isser Korik fez a tra­du­ção e a adap­ta­ção da peça, usando depoi­men­tos do texto ori­gi­nal e outros de bra­si­lei­ros, que foram colhi­dos do site http://www.aminhaprimeiravez.com.br, cri­ado no começo de 2012 pela pro­du­tora Con­teúdo Tea­tral, res­pon­sá­vel pela rea­li­za­ção da mon­ta­gem. O site bra­si­leiro rece­beu mais de mil depoi­men­tos de internautas.

Com base em todas as infor­ma­ções desse site, o dire­tor con­se­guiu ela­bo­rar uma gama ampla de cenas, de diver­sos tipos. “Esque­tes român­ti­cos, cômi­cos, vio­len­tos ou dra­má­ti­cos con­du­zem o público a des­mis­ti­fi­car a pri­meira rela­ção sexual e pen­sar no que importa: a pró­xima vez”, segundo Isser Korik.

Os ato­res Gabri­ella Ver­gani, Ian Sof­fre­dini e Ronny Kriwat, rema­nes­cen­tes da pri­meira mon­ta­gem, rece­be­ram o reforço de novos inte­gran­tes: Lean­dro Lima, Louise D’Tuani e Pris­cila Sol. Todos foram cri­te­ri­o­sa­mente esco­lhi­dos pelo dire­tor para repre­sen­tar as expe­ri­ên­cias dos inter­nau­tas com rea­lismo e sen­su­a­li­dade: “A esco­lha des­ses ato­res foi feita para que a ener­gia em cena com­pre­en­desse a gama de sen­ti­men­tos da pri­meira rela­ção sexual vivida por pes­soas comuns de todos os tipos – peri­gue­tes, malan­dros, gays, voyeurs e últi­mos român­ti­cos. A peça fala de um tema uni­ver­sal, por isso a impor­tân­cia da iden­ti­fi­ca­ção do público com os per­so­na­gens e intér­pre­tes”, explica Isser Korik.

A ence­na­ção, que tem um site como fio con­du­tor, uti­liza recur­sos de vídeo map­ping para repro­du­zir dife­ren­tes cená­rios vir­tu­ais, no fundo do palco. Con­ce­bida por Osvaldo Gon­çal­ves, a ceno­gra­fia sim­ples e fun­ci­o­nal brinca com a cri­a­ti­vi­dade do espec­ta­dor: módu­los bran­cos viram moita, cama, carro.

Antes de cada apre­sen­ta­ção o espec­ta­dor recebe um ques­ti­o­ná­rio para falar quando, onde e como acon­te­ceu sua pri­meira vez. Essas infor­ma­ções são tabu­la­das nos bas­ti­do­res e as esta­tís­ti­cas mais inte­res­san­tes são reve­la­das durante o espetáculo.

Sobre a dra­ma­tur­gia — Ken Davenport
É con­si­de­rado um dos prin­ci­pais pro­du­to­res de Nova York. Suas cri­a­ções foram ence­na­das em 25 paí­ses e gera­ram mais de US$ 100 milhões. “My First Time” estreou em 12 de julho de 2007; per­ma­ne­ceu dois anos e meio em car­taz, em Nova York; e ganhou mon­ta­gens na Amé­rica (EUA, Chile e México), Ásia (Coréia do Sul) e Europa (Espa­nha, Fin­lân­dia, Itá­lia e Malta). É ins­pi­rada no site homô­nimo cri­ado em 1998 pelos jovens norte-americanos Peter Foldy e Craig Stu­art. Myfirsttime.com reúne his­tó­rias anô­ni­mas de 53 mil pes­soas sobre a pri­meira expe­ri­ên­cia sexual, com mais de 36 milhões de aces­sos.  Apro­xi­ma­da­mente 12 mil pes­soas visi­tam esse site dia­ri­a­mente: 25% são do mundo todo e 75% são dos EUA.

Sobre dire­ção, tra­du­ção e adap­ta­ção — Isser Korik

Dire­tor, ator, pro­du­tor, tra­du­tor e dra­ma­turgo, cole­ci­ona tra­ba­lhos mar­can­tes como come­di­ante em quase 30 anos de car­reira. Entre eles, “Vaca­lhau & Binho”, de Zé Fidé­lis, que per­ma­ne­ceu oito anos em car­taz; “O Dia que Rap­ta­ram o Papa”, de João Bethen­court; e, recen­te­mente, “E  o Vento não Levou”, de Ron Hut­chin­son, e “Toda Don­zela Tem um Pai que é uma Fera”, de Gláu­cio Gill. Como dire­tor se des­taca na comé­dia e no humor. Con­ce­beu “Nunca se Sábado…”, apre­sen­tado por qua­tro tem­po­ra­das sob sua direção-geral, que mar­cou a cena pau­lis­tana. Diri­giu a tri­lo­gia cômica de Alan Ayck­bourn “Enquanto Isso…”; “O Mala”, de Larry Shue; o pro­jeto “Te Amo, São Paulo”, que reu­niu gran­des nomes da dra­ma­tur­gia pau­lista; além dos infan­tis “A Pequena Sereia”, de Fábio Brandi Tor­res; “Gran­des Peque­ni­nos”, de Jair Oli­veira; “O Grande Ini­migo”; “Cin­de­rela” e “Ele é Fogo!”, de sua auto­ria, tendo rece­bido por esse último o Prê­mio APCA. É dire­tor artís­tico da Con­teúdo Teatral.

O elenco e depoimentos
Louise D´Tuani – “É impor­tante dis­cu­tir esse tema e poder com­par­ti­lhar expe­ri­ên­cias reais e tão dife­ren­tes. Para algu­mas pes­soas ainda é um tabu falar sobre sexo. Assim a gente que­bra um pouco o gelo”, diz a atriz que come­çou a car­reira ainda cri­ança, atu­ando em tea­tro. Louise estreou em nove­las na Rede Record, onde atuou de 2005 a 2012. Em 2013 estreou em “Malha­ção”, na Rede Globo, e atuou na novela “Em Famí­lia”. No tea­tro par­ti­ci­pou da remon­ta­gem de “Con­fis­sões de Ado­les­cen­tes”, entre outros espetáculos.

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